Aula Aberta: Fascismo Contemporâneo

Participei ontem (19/03) da primeira Aula Aberta de 2019, promovida pelo Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) da Univates, cuja temática foi o Fascismo Contemporâneo.

Conforme o convite para o evento,
“as Aulas Abertas têm por objetivo proporcionar momentos de reflexão sobre temas importantes da atualidade e de interesse dos discentes e docentes das diversas áreas de saber da Universidade e do público em geral, estabelecendo um espaço privilegiado marcado pela relação dialógica entre os membros destas comunidades.
Nesta primeira edição o tema em voga será ‘Fascismo Contemporâneo’. Ao longo das explanações e debates pretende-se contextualizar e caracterizar o que se entende por fascismo, identificar e compreender de que forma o fenômeno se manifesta em nosso cotidiano, o tipo de pensamento que a ele está associado, de que maneira comportamentos aparentemente naturais podem dissimular e reproduzir formas de fascismo, o que caracteriza hoje visões de caráter fundamentalista associadas a lógicas totalitárias e/ou preconceituosas e as tensões e formas de violência observadas nas relações pessoais, sociais e profissionais decorrentes de sua manifestação.”
O Auditório do prédio 7 do campus da Univates estava lotado, com mais de 400 estudantes e professores da universidade. Junto comigo, ministrando a aula, estavam a professora Gisele Dhein, coordenadora do curso de Psicologia, e o professor Sandro, docente da área de Filosofia na Univates .
Foi uma noite para mim muito proveitosa. Aprendi bastante com as exposições de meus colegas e recarreguei minhas energias com a vibe do auditório lotado de gente muito a fim de pensar. Tanto que encerramos a atividade às 22h55min, mais de meia hora depois do horário de encerramento das aulas e com gente ainda querendo fazer perguntas e comentários. Voltei para casa feliz da vida.
A professora Gisele fez uma interessantíssima exposição, perguntando sobre os motivos da existência de uma diversidade de fascismos na contemporaneidade e destacando como um ponto de partida para estudá-los a “teoria do bode expiatório”, ou seja, a necessidade de colocar a culpa em alguém – uma pessoa, um povo, uma classe social, um tipo de sexualidade, uma ideologia, um partido, uma massa indiferenciada.

[Faço breve parêntese para lembrar de Eric Hobsbawn, que não foi citado por nenhum de nós, mas poderia muito bem ser trazido aqui pela passagem do livro “Sobre história” em ele explica que as pessoas de movimentos inspirados pelo nacionalismo xenófobo e pela intolerância “procurarão alguém a quem atribuir a culpa por seus fracassos e inseguranças”, já que é sempre mais fácil culpar os de fora”. (Eric Hobsbawm)]

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A partir das proposições da Sueli Rolnik, especialmente em Cartografia do Desejo, Gisele propôs uma reflexão sobre os processos de produção de subjetividade e os efeitos em nossos corpos e mentes destes processos de subjetivação. A produção da subjetividade, ou seja, os modos de governar nosso corpo e nossa mente, define “como nos tornamos sujeitos em uma dada época”.
Trabalhando com as noções de singularidade e desejo desenvolvidas por Felix Guattari e Sueli Rolnik, Gisele mostrou que o que muda de uma cultura a outra ou de uma época a outra é a política do desejo dominante. Como efeito das micropolíticas dos fascismos contemporâneos, Gisele destacou a banalização da hipermedicação com drogas psiquiátricas (que ela chamou de “cultura da tarja preta”), a proliferação de terapias variadas que operam como “treinamentos de auto-estima”, as tentativas de superação da angústia pelas “crenças de final feliz” e a ênfase da publicidade no “consumo da felicidade”. Tudo isso constituindo uma espécie de ditadura da felicidade com a produção de indivíduos serializados, que seguem a corrente para se ajustar à felicidade obrigatória. Espaço fértil para a proliferação de fascismos moleculares.

A Gisele destacou a predominância, nos fascismos contemporâneos, da opinião sobre os fatos, quando as pessoas, mesmo confrontados com fatos e evidências científicas que desmentem suas afirmações reagem dizendo “eu penso assim” ou “é a minha opinião”, seja sobre a ineficácia das vacinas, seja sobre a terra plana. E já na conclusão de sua parte da aula a professora Gisele destacou que a necessidade de colocar a culpa no outro cria os bodes expiatórios e conduz à desumanização dos diferentes, negando-lhes a condição de iguais e facilitando a aceitação de políticas de extermínio contra setores inteiros da população.

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Judith Butler

Citando Judith Butler, que pergunta “por quem podemos chorar hoje”, a professora Gisele não nos deixa esquecer que, sob o fascismo, “nem todas as vidas são dignas de luto” e conclui dizendo que é preciso resistir e buscar novas alianças “para uma vida não-fascista” [como pedia Michel Foucault no prefácio de O Anti-Édipo, de Deleuze e Guattari].

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Já o Sandro retomou o conceito de fascismo a partir das reflexões de Primo Levi (Assim foi Auschwitz) e destacou características que se aplicam tanto ao fascismo histórico com as fascismos contemporâneos – culto à violência, banalização do mal, ausência de pensamento, naturalização do ódio, ações e políticas movidas por inveja e ressentimento. Referenciando-se também em Theodor Adorno e Gilles Lipovetsky ele nos ofereceu uma análise consistente e bem organizada, amarrando várias das pontas que tanto eu como a Gisele deixamos soltas em nossas intervenções. E, a partir da análise do lema franquista “Crer e obedecer” e do slogan de Mussolini “Tudo no Estado, nada contra o Estado”, o professor Sandro destacou a importância da questão do discurso para compreender o fascismo, avançando do fascismo histórico para suas expressões contemporâneas.

O Sandro evocou também a noção de Lipovetski de uma “era do do vazio”, em que o vazio existencial levaria ao abandono do pensamento e à proliferação de mitos e absurdos – em suas palavras, “o absurdo está colando, quanto mais absurdo mais cola”. E por fim, abordou outras características e efeitos do fascismo contemporâneo, como o assassinato de reputações e o controle do corpo e da moral dos outros, concluindo com as seguintes palavras: “Não é lícito esquecer, não é lícito calar. Se calarmos, quem falará? É preciso falar.”
Iniciei a aula perguntando o que nos autoriza chamar de fascismo os fenômenos contemporâneos que chamamos hoje de fascismo? Disse que era preciso iniciar pela interrogação sobre o que entendemos por fascismo e o que entendemos por contemporâneo e, a partir daí, caracterizar o fascismo histórico e o fascismo contemporâneo e listar suas semelhanças e diferenças, fazendo o mesmo com os diversos fascismos contemporâneos.
Destaquei também a necessidade de compreendermos a chave explicativa das diversas teorias sobre o fascismo histórico, tanto as teorias singularizantes – que entendem o fascismo como evento concreto devido a especificidades histórico-sociais de um dado país – como as teorias generalizantes – que a partir de uma perspectiva comparativa das características gerais, entendem o fascismo como um caso específico de um fenômeno mais amplo e mais geral, o totalitarismo.
Acrescentei ainda a necessidade de distinguir entre o fascismo como regime, o fascismo como movimento e o fascismo como controle e gestão da vida e do comportamento das populações por meio de diferentes técnicas de gestão do poder e da organização do corpo social). E disse que então, dados estes passos iniciais, podemos partir para a análise das diferentes propostas de descrição e explicação dos fascismos contemporâneos.
Mostrei então o esquema geral da minha exposição no quadro que copio a seguir:
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Comecei então citando a definição de fascismo do Dicionário de política do Norberto Bobbio:

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Em geral, se entende por Fascismo um sistema autoritário de dominação que é caracterizado: pela monopolização da representação política por parte de um partido único de massa, hierarquicamente organizado; por uma ideologia fundada no culto do chefe, na exaltação da coletividade nacional, no desprezo dos valores do individualismo liberal e no ideal da colaboração de classes, em oposição frontal ao socialismo e ao comunismo, dentro de um sistema de tipo corporativo; por objetivos de expansão imperialista, a alcançar em nome da luta das nações pobres contra as potências plutocráticas; pela mobilização das massas e pelo seu enquadramento em organizações tendentes a uma socialização política planificada, funcional ao regime; pelo aniquilamento das oposições, mediante o uso da violência e do terror; por um aparelho de propaganda baseado no controle das informações e dos meios de comunicação de massa; por um crescente dirigismo estatal no âmbito de uma economia que continua a ser, fundamentalmente, de tipo privado; pela tentativa de integrar nas estruturas de controle do partido ou do Estado, de acordo com uma lógica totalitária, a totalidade das relações econômicas, sociais, políticas e culturais.

SACCOMANI, Edda. Fascismo. In Dicionário de política BOBBIO, Norberto, MATTEUCCI, Nicola e PASQUINO, Gianfranco (orgs.). Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1 ed., 1998, p. 466
e emendei com um fragmento de Luiz Orlandi:

‘o fascismo’, não só o ‘histórico de Hitler e de Mussolini’, aquele mesmo que ‘soube tão bem mobilizar e utilizar o desejo das massas’, mas também o fascismo que está em todos nós, que se apossa dos nossos espíritos e das nossas condutas cotidianas, o fascismo que nos leva a amar o poder, a desejar essa mesma coisa que nos domina e nos explora (….) É interessante notar o quanto as frases de Foucault (por uma vida não fascista) suscitam o ódio dos candidatos a chefetes em todos os níveis do nosso universo de convivências. Não me refiro tão-só aos que se aproveitam das linhagens políticas ou ideológicas e nem apenas aos que se alimentam de disputas em suas respectivas profissões. E nem aponto apenas os violentos que massacram vidas alheias. A coisa é vasta e muito sórdida, é insidiosa e micro-penetrante: contamina modos de escrever e de falar, exala das posturas, insufla sonoridades invasivas, estufa imagens impositivas, cria pequenas ou grandes atmosferas propícias aos narcisismos de toda espécie. Um nojo. Uma vergonha. Às vezes, dá vontade de fugir para não reagir violentamente, reação que nos aproximaria em demasia da própria ressurreição do fascista que julgávamos eliminado para sempre das nossas entranhas machistas.

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Hannah Arendt durante o julgamento de Adolff Eichmann em Jerusalém, 1964.
Avancei então para uma definição da personalidade fascista pela lacuna entre o dever e as consequências do dever, ou seja, pela ausência da contradição entre dever e consciência, conforme a formulação de Hannah Arendt quando apresenta a noção de banalidade do mal ao caracterizar Adolf Eichmann como um cidadão normal, burocrático, medíocre, atencioso, dedicado à família e aos amigos, obediente, que só ficava com a consciência pesada quando não fazia algo que lhe ordenavam, já que colocava o dever acima de tudo.
Explorei a partir daí os exemplos da banalidade do mal no Brasil contemporâneo conforme apresentado por Luiz Felipe Sotelo em “Não é sempre que o fascismo conduz a Auschwitz”. Segundo Sotelo, no Brasil a banalidade do mal – ou o vazio da consciência moral – se expressa na indiferença ou adesão à violência policial; na censura às artes; na perseguição ao conhecimento e à pesquisa nas universidades; na negação do pensamento científico; na violência contra as mulheres e população LGBT; na homenagem a um torturador feita por um candidato à presidência; no racismo; na indiferença ou adesão ao encarceramento em massa; no apoio velado ou aberto ao amontoamento de 700 mil pessoas no sistema prisional em condições que lembram campos de concentração. E então Sotelo conclui seu breve artigo com uma afirmação que deveria nos fazer pensar:
O que há de comum entre esses exemplos e organizar o transporte em massa de milhões de pessoas para a morte? Neste a violência e a exclusão são imediatas. Naqueles significa a institucionalização, gradativa, lenta, disfarçada, da violência e da exclusão do pobre, do negro, da diferença sexual etc. O que os une conceitualmente é o vazio do pensamento, a consciência trivial e sem luz. A indiferença às consequências do ato ou juízo. Não pensar é o que há de mais perigoso na vida.

E, já tendo estourado o tempo disponível, fiz uma rápida passagem para as conclusões, destacando a análise de Félix Guattari em seu artigo Micropolítica do fascismo, publicado em 1974. Neste artigo, Guattari expõe suas noções de micropolítica e de desejo para então propor uma analise micropolítica do fascismo que, molecularizando seu objeto, seja capaz de penetrar nos fatores que fazem o fascismo penetrar na vida cotidiana e persistir, hoje, na família, nas escolas, sindicatos, nas relações de trabalho, nos afetos.

Para Guattari, destaquei, a análise molecular do fascismo, ao “considerar a situação das componentes, como a máquina industrial, a máquina bancária, a máquina militar, a máquina político-policial, as tecnoestruturas estatais, a Igreja, etc.” avança para além das “simplificações que nos impedem de apreender a genealogia e a permanência de certas maquinarias fascistas” e permite “desvendar as componentes que fizeram funcionar essa ou aquela fórmula de poder” (p. 179).
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Apresentei então as perguntas de pesquisa de Guattari (que serviram de base tanto para minha exposição como para a reflexão proposta pela Gisele):
“O que assegura a passagem das grandes entidades fascistas clássicas à molecularização do fascismo a que assistimos hoje? O que acarreta a desterritorialização das relações humanas? O que as faz perder suas bases nos grupos territoriais, familiais, no corpo, nas faixas etárias, etc.? Qual é a natureza desta desterritorialização, que gera, por sua vez, a escalada de um microfascismo?” (p. 187)

Depois disso avancei um dos caminhos para responder a estas perguntas, destacando que nas atuais condições de funcionamento do capitalismo uma simples repressão maciça e global não é mais suficiente:

O capitalismo é obrigado a construir e impor seus próprios modelos de desejo, e é essencial para sua sobrevivência que consiga fazer com que as massas que ele explora os interiorizem. (…) A molecularização dos processos de repressão e, por consequência, esta perspectiva de uma micropolítica do desejo não estão ligadas a uma evolução de ideias, mas a uma transformação dos processos materiais, a uma desterritorialização de todas as formas de produção, quer se trate da produção social ou da produção desejante. (p. 188)
Ou seja, é preciso observar o fascismo contemporâneo com as ferramentas de uma análise que não perca o impacto do maquinismo autoritário que não para de evoluir e se adaptar diante das transformações da sociedade e das das novas relações de força. E considerando que o fascismo continua vivo e circulando nos sonhos e delírios de personalidades autoritárias e abjetas, nos programas policiais da tv, nos filmes, nos comportamentos torturadores dos policiais, entre os bandos de jovens que veneram seus ícones e em todos estes neonazistas que idolatram assassinos sem nada conhecerem do nazismo.

Evoquei então as famosas frases de Michel Foucault, no prefácio de O anti-Édipo, de Deleuze e Guattari, Para uma vida não fascista, que cito aqui, mas que lá na aula não li.

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Para uma vida não fascista.

Michel Foucault

Poderíamos dizer que O anti-Édipo é uma introdução à vida não fascista. Essa arte de viver contrária a todas as formas de fascismo, estejam elas já instaladas ou próximas de sê-lo, é acompanhada de certo número de princípios essenciais, que resumirei como segue, se eu devesse fazer desse grande livro um manual ou um guia da vida cotidiana:

Liberem a ação política de toda forma de paranóia unitária e totalizante.

Façam crescer a ação, o pensamento e os desejos por proliferação, justaposição e disjunção, e não por subdivisão e hierarquização piramidal.

Livrem-se das velhas categorias do Negativo (a lei, o limite, as castrações, a falta, a lacuna) que por tanto tempo o pensamento ocidental considerou sagradas, enquanto forma de poder e modo de acesso à realidade. Prefiram o que é positivo e múltiplo, a diferença à uniformidade, os fluxos às unidades, os agenciamentos móveis aos sistemas. Considerem que o que é produtivo não é sedentário, mas nômade. [(199)]

Não imaginem que seja preciso ser triste para ser militante, mesmo se o que se combate é abominável. É a ligação do desejo com a realidade (e não sua fuga nas formas da representação) que possui uma força revolucionária.

Não utilizem o pensamento para dar a uma prática política um valor de Verdade; nem a ação política para desacreditar um pensamento, como se ele não passasse de pura especulação. Utilizem a prática política como um intensificador do pensamento, e a análise como multiplicador das formas e dos domínios de intervenção da ação política.

Não exijam da política que ela restabeleça os “direitos” do indivíduo tal como a filosofia os definiu. O indivíduo é produto do poder. O que é preciso é “desindividualizar” pela multiplicação e o deslocamento, o agenciamento de combinações diferentes. O grupo não deve ser o liame orgânico que une indivíduos hierarquizados, mas um constante gerador de “desindividualização”.

Não se apaixonem pelo poder. Diríamos inclusive que Deleuze e Guattari gostam tão pouco do poder que buscam neutralizar os efeitos de poder ligados a seu próprio discurso. (…) O livro faz pensar com freqüência que só há humor e jogo ali onde entretanto algo de essencial se passa, algo que é da maior seriedade: o banimento de todas as formas de fascismo, desde aquelas, colossais, que nos envolvem e nos esmagam, até as formas miúdas que fazem a amarga tirania de nossas vidas cotidianas.

E concluí a minha parte da aula, retomando uma visão macro do fascismo e voltando a citar Sotelo:

Lembrei o centauro de Maquiavel. O Príncipe, a dominação política, pode ser representado pela metáfora do centauro, metade animal, metade homem. Tanto precisa da força do animal quanto da astúcia humana. Domina pela violência e pelo consenso que por estratégia, virtu, consegue obter, alcançando assentimento e obediência. Sustentei que o fascismo é a pior forma do centauro porque nele, além da violência extrema, a dominação pelo consenso é dirigida para o irracional da massa, para que parte da sociedade consinta com essa violência ou adira ao aniquilamento, moral ou físico, de outra parte da sociedade.

O fascismo é o mal absoluto na política, e para compreender o fascismo é preciso compreender a natureza do mal.

Foi uma aula não muito estruturada, que deixou muitas pontas soltas e diversas duvidas, não conseguindo fazer um fecho. Em verdade, é preciso dizer, tive muita sorte, porque a Gisele e o Sandro amarraram muito bem a diversidade de pontas soltas que eu deixei na minha intervenção que abriu a Aula Aberta (com perdão pelo péssimo trocadilho).

Enfim, uma atividade acadêmica importante, que envolveu mais de 400 estudantes de graduação sobre um tema fundamental do nosso tempo. Fiquei muito entusiasmado com a presença, com a vibração e com as perguntas que estes jovens trouxeram para nossa aula. Agradeço muito a parceria brilhante e simpática da Gisele e do Sandro, que estiveram comigo no palco; agradeço o convite tão gentil do professor João Miguel Back, coordenador da área de Humanidades do CCHS, a recepção calorosa dos professores João Miguel, Schuck e Thaís Müller, a atenção e simpatia do professor Leonel José de Oliveira, diretor do CCHS/UNIVATES, a atenção e as perguntas da platéia.
Parabéns a todos os envolvidos nesta grande iniciativa que são as Aulas Abertas das disciplinas institucionais de humanidades. Parabéns ao CCHS/UNIVATES.
PS: Durante minha exposição citei alguns filmes que me parecem adequados para entender a vida sob o fascismo.
Sobre o fascismo histórico italiano:
Um dia muito especial. Etore Scola, 1977
Amarcord. Federico Fellini, 1973
O conformista. Bernardo Bertolucci, 1970
Verão violento. Valerio Zurlini, 1959
Vincere. Marco Bellocchio, 2009
Sobre o nazismo:
O ovo da serpente. Ingmar Bergman, 1977
Sobre a fascistização da vida sob a democracia burguesa na Alemanha Ocidental nos anos 70 do século XX:
Anos de Chumbo. Margatrethe Von Trotta, 1981
Alemanha no outono. Fassbinder, Scholöndorf, Kluge e outros, 1978
Sobre a fascistização da vida sob o estalinismo na Alemanha Oriental nos anos 70 do século XX:
A vida dos outros. Floriam Henckel von Donnersmarck, 2006.
E referi ainda famosas distopias cinematográficas sobre o totalitarismo:
Brazil, o filme. Terry Gilliam, 1985
1984. Michael Radford, 1984
Admirável mundo novo. Burt Brinckerhoff, 1980
Fahrenheit 451. François Truffaut, 1966

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